O Vietnã e a minha primeira experiência como voluntária

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,Texto escrito por Cristiane Nagano – Minha viagem para o Vietnã

Quando minha amiga me perguntou, se eu gostaria de fazer junto com ela um trabalho voluntário com crianças, no Vietnã, nem pensei duas vezes antes de responder. Claro que quero!. Afinal, amo crianças, amo ajudar os outros e amo viajar. Então porque não juntar tudo e fazer dessas, as melhores férias de nossas vidas?

Fazer um trabalho voluntário nas minhas férias, o chamado voluntarismo – foi sem dúvida uma decisão da qual eu não irei me arrepender jamais.

Consequentemente uma das melhores experiências da minha vida, que me fez rever meus valores e conceitos. Me tornei uma pessoa melhor, de mente mais aberta, mais tolerante e mais evoluída.

intercambio voluntario

O programa

Optamos pelo programa Child Care, para cuidar de crianças órfãs, iríamos trabalhar em um orfanato. Logo que chegamos lá, tivemos uma linda surpresa. Monjas budistas que cuidam de tudo e de todas com todo amor do mundo, um amor incondicional.

Conhecemos mulheres guerreiras e dedicadas, que abdicaram de suas vidas para se dedicarem 100% às crianças. Verdadeiros anjos na Terra. Certamente, todos devemos ser gratos a essas pessoas, pois elas estão cuidando do futuro do nosso planeta, que são as crianças.

Participamos do dia a dia das crianças de 01 a 09 anos que vivem no orfanato. Uma turma grande e barulhenta, porém feliz, uma família. Foi uma honra e uma alegria muito grande poder contribuir, mesmo que pouco, na educação desses baixinhos.

Com os bebês de 01 a 03 anos, ajudávamos a trocá-los na hora do banho, a alimentá-los e o mais prazeroso dos trabalhos: dar muito amor e carinho. Da mesma forma, com os maiores de 04 a 09 anos. Brincávamos e tentávamos discipliná-los e ensiná-los palavras, números e frases em inglês. Entretanto, a barreira da língua tornava essas tarefas um pouco mais desafiadoras, mas nada que uma boa mímica e muitos sorrisos não resolvessem.

O Orfanato

Para nosso conforto e consolo, esse orfanato recebe uma grande quantidade de voluntários de toda parte do mundo, praticamente o ano todo. Então sabíamos que quando tivéssemos que ir embora, as crianças não ficariam desamparadas, sem atenção e sem carinho.

Mal sabíamos que as pessoas que ficariam desamparadas e desconsoladas seríamos nós ao termos que nos despedir daquelas carinhas tão fofas e lindas. nos acostumamos e aprendemos a amar todos os minutos que passamos lá. A despedida foi bem difícil e triste para nós. Pois, não sabemos se iremos rever essas crianças um dia. Sem dúvida, meu coração ainda guarda uma esperança de um dia revê-las, crescidas, felizes, bem tratadas e juntas.

viajar para o vietnã

O Vietnã

E a escolha do Vietnã não poderia ter sido mais assertiva, um país com uma cultura e culinária muito ricas, contudo bem diferentes da nossa. Ótimo para sair completamente da zona de conforto. Essa é a beleza do voluntarismo, você ajuda e ao mesmo tempo adquire conhecimento. Viajar para um novo destino, tem a chance de vivenciar toda a realidade do país, bem como uma verdadeira imersão cultural, uma imensa troca de conhecimentos.

A hospedagem é uma casa voltada para os voluntários, na periferia da cidade de Ho Chi Minh. Aliás, por lá tivemos a oportunidade de conhecer pessoas de todo mundo. Igualmente, por um curto período de tempo vivemos como locais. Desse modo, aprendemos sobre seus costumes, manias e o mais importante, a respeitá-las.

Além disso, tivemos a chance de conhecer, aprender a preparar e a degustar os mais variados pratos da culinária tradicional vietnamita.

trabalho voluntário no vietnã

Com o país e as crianças que “ajudei” (entre aspas, pois a ajuda e o tempo que dediquei a elas foi tão insignificante, se comparado ao tanto que elas merecem. E também ao tanto que eu gostaria de poder ter ajudado mais) aprendi sobre amor acima de tudo. Além disso, descobri mais sobre carinho, bondade, generosidade, caridade, simplicidade, humildade e simpatia.

Acima de tudo, aprendi a dividir, doar, aceitar, respeitar e tolerar. Aprendi a ter empatia, paciência, e resiliência. Entre outras coisas que só agregaram ao meu ser (humano e espiritual). 

Por fim, toda essa experiência me fez perceber que o que mais importa. O que fazemos de nossa vida e como o fazemos. Se são nossas escolhas que nos fazem quem somos. Então, devemos escolher sempre fazer o bem, espalhar o amor e boas energias. Enxergar a vida sempre com olhos de crianças, com pureza e inocência.