Como um intercâmbio voluntário pode influenciar sua carreira

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Você sabia que o intercâmbio voluntário pode te ajudar na mudança de carreira?

Isso porque o voluntariado pode ser transformador não só para sua vida pessoal, mas também para sua vida profissional. Por isso, hoje trouxemos um depoimento de quem passou por essa mudança!

O Rodrigo passou por uma transição de carreira após sua viagem para Gana e hoje atua diretamente com impacto positivo.

Então, preparamos algumas perguntas e vamos compartilhar com vocês!

A coragem para ter experiências transformadoras

1. Qual era sua carreira antes do intercâmbio voluntário?

Eu era servidor público, Policial Militar no estado onde eu moro, no Distrito Federal, e era empresário. 

2. Qual era sua relação com viagens e intercâmbio voluntário? Já conhecia essa possibilidade?

Não conhecia. Quando eu mergulhei e conheci o mundo de impacto positivo, em 2017, um ano antes de dar o passo mais corajoso da minha vida em relação à transição de carreira, eu já havia trabalhado como voluntário.

Mas a viagem com um voluntariado eu nunca havia ouvido falar, não conhecia.

3. O que te motivou a fazer um intercâmbio voluntário?

Eu fui captado por uma propaganda da Exchange do Bem no Instagram e aquilo me atraiu muito, em relação à forma de como as viagens poderiam ser feitas gerando esse impacto através de um trabalho voluntario.  

Já conhecendo melhor o mundo de impacto, eu entendi que seria uma ótima oportunidade de colocar em prática e botar a mão na massa!

4. O que mais te impressionou quando você chegou ao projeto em Gana?

O que mais me impressionou foi a organização da empresa em relação a como ela havia se preparado pra gerar essa experiência pros voluntários. 

O sentimento de entrega do grupo de voluntários que estava ali naquele projeto, o choque de realidade de um país que trazia uma realidade muito diferente do que eu conhecia e a conexão profunda com as crianças no orfanato que nós estivemos. 

Tudo isso fez com que a viagem fosse marcante de um jeito novo pra mim como nunca havia sido antes. 

Então, acho que foram esses principais pontos que me marcaram. Uma cultura completamente diferente, a ideia desse olhar de uma realidade de pessoas, empresas, organizações com o nível de escassez, de falta e discrepâncias sociais em um nível que eu nunca havia visto no Brasil. Então isso me chocou.  

Mas, ao mesmo tempo, percebi o quanto o coeficiente de ser humanismo estava presente. Muitas pessoas se mostravam extremamente conectadas com as outras e possuíam uma alegria, uma vontade de viver muito diferente da qual eu estava acostumado a perceber enquanto brasileiro mesmo. 

Simplesmente diferente!

Conheça aqui todos os projetos em Gana

5. Quais eram as suas principais atividades e responsabilidades nos voluntariados?

Eu acabei assumindo, por me colocar disposto, uma cogestão do grupo com o Edu, onde a gente se apoiou dentro da organização, no contato com todos os envolvidos, com as entidades, a família que nos recebeu e o próprio orfanato.  

Eu tinha uma responsabilidade também de colocar a mão na massa dentro da obra e o trabalho que a gente fez.

Foi uma obra de construção civil onde havia uma construção de um uma passagem de esgoto, e eu tinha uma responsabilidade de lidar com essa gestão dos voluntários e a empresa que estava prestando serviço ali de infraestrutura.

Ao mesmo tempo, eu tinha um papel de interação com as crianças e de organização de dinâmicas, como as conversas com jovens pra tentar apresentar uma forma diferente de enxergar o mundo. 

6. Houve algum momento específico durante seu voluntariado que te fez repensar na sua vida, de modo geral?

Teve um lugar de enxergar através de um outro olhar a vida.  

Teve esse ponto da viagem, de quando a conexão com as crianças já estava mais forte, que eu pude enxergar como eles viviam com os bens que eles tinham e a alegria que eles tinham.

Isso era algo muito impactante pra refletir sobre o que de fato é o importante da vida, de uma forma prática e não etérea. Não lendo um livro, mas vivendo isso.  

 

Então, teve um momento que eu estava brincando com as crianças e de fato as demonstrações de afeto ficaram ali muito marcadas entre nós todos. Eu já tinha uma filha e estava esperando a minha segunda filha, então tudo aquilo me fez refletir sobre o real sentido de viver feliz e o porquê eu vinha trabalhando com o que eu trabalhava, vivendo do jeito que eu estava vivendo. 

Aquele contato com as crianças foi algo que me deixou extremamente marcado. Então esse momento de demonstração de afeto foi um ponto de de marcação pra viagem pra mim. 

7. A decisão da mudança de carreira veio durante ou depois do seu intercâmbio voluntário?

Ela já vinha acontecendo num pensamento de fazer a transição de carreira, de fazer essa mudança, e a viagem foi um dos impulsores para que eu tivesse essa clareza num ponto maior. 

Então sem dúvidas a viagem foi muito decisiva nesse aspecto pra mim, por conta dessa nova realidade.  

Chegando lá, já estava procurando algumas formas de me relacionar de um jeito diferente, pelo menos com os meus princípios profissionais, com os meus porquês e os meus porquês de vida. 

Então essa viagem trouxe, de forma material, o que eu gostaria de levar como construção pra minha vida e também geração de legado. 

Então isso tudo foi algo muito marcante!

Não foi ali que eu tomei uma decisão, mas foi ali que eu consegui reforçar ainda mais o meu direcionamento pra atuar e trabalhar com o impacto positivo e hoje, quatro anos e meio depois dessa viagem, eu consigo entender o quanto ela foi um passo extremamente importante para quem eu sou e para como eu enxergo no dia de hoje.

Leia também: Como Ser Voluntário no Exterior? Guia Completo [2022]

8. Atualmente, qual sua área de atuação?

Hoje eu lidero uma área de desenvolvimento de negócios de uma das maiores referências em termos de metrificação de impacto do planeta, a Sistema B Brasil. 

Sem dúvidas essa viagem de Gana me colocou num lugar de fala que faz com que hoje eu enxergue toda essa potência e construção de vida pra algo que simplesmente precisa ser autêntico.  

Não precisa ser cursado, não precisa ser construído com uma narrativa de filmes ou de startups mas que a gente consegue viver e entender o nosso papel dentro de toda essa trajetória que tem algo maior, que nos leva para esse alinhamento de propósito.  

Hoje, sem dúvidas, eu tenho o maior alinhamento de propósito da minha vida, um equilíbrio muito grande de alma e de espírito, o que me deixa na minha melhor versão pra trabalhar e gerar esse impacto positivo que eu quero deixar pro mundo. 

9. Você acredita que sua participação no projeto te fez desenvolver habilidades que te ajudam na vida pessoal e profissional?

Sem dúvidas! Eu acho que reforçou muitas habilidades que eu já tinha, como a resiliência, a adaptabilidade, a empatia, a compaixão, a escuta, a presença, a intencionalidade nas ações e nas palavras.  

Então com certeza viver num lugar onde a perspectiva de vida é diferente faz toda a diferença pra construção do que eu vinha buscando. A viagem marcou a minha história de uma forma única e me fez ainda ter vontade de buscar espaços com contextos semelhantes. 

10. Por fim, deixe uma mensagem para quem está passando pela mesma situação que você passou.

Eu deixo a mensagem de que a transição de carreira nunca vai ser fácil, mas ela pode, através de uma balança entre sabedoria, maturidade e coragem, transformar a vida de qualquer pessoa.  

No meu caso, eu tive muito mais coragem, mas a maturidade e a sabedoria vieram com tudo. E não existe idade pra ter sabedoria e maturidade! Tem coragem. 

Quando você estiver no seu momento de equilíbrio e muita clareza do porquê  você veio pra esse planeta, nesse tempo e nesse lugar, vai ficar muito mais fácil de tomar uma decisão.  

Leia também: Como descobrir seu propósito de vida e carreira

Então busque conversar com outras pessoas que já estão fazendo acontecer depois de tempos de transição, de pessoas que estão alinhadas com um movimento parecido com o que você quer fazer na vida.  

Converse, vá até o final com todas as possibilidades de escuta, de troca, de exposição da sua vontade pra tomar uma decisão coletiva. Coletiva porque você vai escutar não só outras pessoas, mas também tudo que você puder, a natureza, as comunidades, tudo que tiver ao seu redor pra que isso aconteça de uma forma muito coesa, robusta e que te dê todos os suprimentos pra passar por uma fase que sempre vai ter uma curva de aprendizagem. 

Não tem como fugir da curva de aprendizagem! Para todo movimento que a gente faz, uma curva de aprendizagem aparece depois que você abre essa porta, e não existe atalho. Só aprendendo e vivendo em um novo momento. 

Conheça aqui: Projetos em Gana

O intercâmbio voluntário pode te ajudar na sua transição de carreira e em mudanças na sua vida que você nem imagina! Por isso, que tal dar o primeiro passo para essa transformação?

Se você ficou com vontade de conhecer e fazer intercâmbio voluntário, conte conosco para te ajudar em todas as etapas! 

Faça parte dessa comunidade de voluntários que só cresce e ajude a transformar o mundo num lugar mais justo e solidário.

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