O que não fazer em um Trabalho Voluntário

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Todo mundo conhece ou já ficou sabendo de alguém que foi realizar um intercâmbio voluntário em algum país menos desenvolvido. E há grandes chances de, se você entrar no perfil em uma rede social dessa pessoa, encontrar várias fotos dessa experiência. Algumas até compartilhando o dia a dia do voluntariado, com algumas das pessoas que ele ou ela ajudou, e por aí vai.

Mas você sabe quantas dessas pessoas realmente fizeram algo efetivo pelo lugar onde estiveram? O fato é que realizar uma viagem com a intenção de ser um voluntário está na moda. O problema é que nem sempre essas pessoas fazem isso com a intenção de, de fato, ajudar alguém ou alguma comunidade.

Boa parte das pessoas faz isso de forma superficial, algo como um marketing pessoal, para colocar no currículo, ou mesmo para vender a si mesmo a ideia de que está ajudando o mundo a ser um lugar melhor. E é justamente aí que está o erro.

Nós já falamos várias vezes sobre o perfil de voluntário ideal que buscamos. Pessoas comprometidas, dispostas a ajudar, que respeitem o ambiente em que estão e as pessoas que vivem lá. Agora, é a hora de pensar um pouco no que não queremos: voluntários superficiais e que coloquem seus interesses acima da causa.

Por isso, a nossa primeira dica do que não fazer em um trabalho voluntário é sair por aí tirando fotos de tudo e de todos. Elas podem até render alguns likes, mas você está no intercâmbio pelas curtidas ou para gerar um impacto positivo no mundo?

É fácil cair na armadilha de retratar e compartilhar tudo que você está vendo. Normalmente o que é diferente e exótico para nós gera curiosidade e interesse. E isso não quer dizer que você não pode tirar fotos da sua viagem, mas antes de compartilhá-las ou mesmo de tirá-las coloque-se no lugar do outro.

Lembre-se que pessoas não são atrações turísticas e é preciso respeitar a privacidade elas. Se quiser fotografar algo ou alguém, pergunte antes. O mesmo vale quando for compartilhar nas redes sociais. Converse com as pessoas e peça autorização. Não custa nada e mostra o quanto você as respeita. Também vale se perguntar se você gostaria de ser retratado daquela maneira.

Outro cuidado que se deve ter em um voluntariado é com a ideia de que você é o herói da história. Pelo contrário, é importante você entender e se colocar em uma posição de igualdade. Se você quer propor mudanças, ok, mas lembre-se que são eles que devem aprovar ou não, afinal, é a eles que elas vão impactar.

Parece exagerado, mas é uma ideia tão enraizada na mente de alguns voluntários que existe até um projeto que satiriza esse tipo de atitude. Chama-se Barbie Savior e vale a pena você dar uma olhada antes de embarcar.

Na dúvida, converse sempre. Com as pessoas da comunidade, com os responsáveis pelo projeto, com quem vai ser fotografado. Mais do que chegar cheio de ideias e disposição é preciso entender a realidade do lugar. Observar e só então ajudar e deixar seu legado. E isso você só vai descobrir com uma boa conversa.

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